Linguística e Música
 
Linguística e Música
Movimento Modernista
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Conclusão
Músicas
Componentes
Linguística e Música
 
 
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Sobre o trabalho...
Fizemos nosso trabalho a partir do livro "Preconceito Linguístico" de Marcos Bagno, especificamente das seguintes passagens do livro:
"De que modo poderemos romper o círculo vicioso do preconceito linguístico? Como conseguiremos escapar do igapó estagnado e mergulhar nas águas dinâmicas e vivificantes do grande rio da língua?
Uma coisa não podemos deixar de reconhecer:
Existe atualmente uma crise no ensino da língua portuguesa. Muitos professores, alertados em debates e conferências ou pela leitura de bons textos científicos, já não recorrem tão exclusivamente a gramática normativa como única fonte de explicação para os fenômenos linguísticos. Por outro lado, sentem falta de outros instrumentos didáticos que possam, se não substituir, ao menos complementar cientificamente os compêndios gramaticais tradicionais."(pag105)

"Por razões históricas e culturais, a maioria das pessoas plenamente alfabetizadas não cultivam nem desenvolvem suas habilidades linguísticas no nível da norma culta. Ler e, sobretudo, escrever não fazem parte da cultura das nossas classes sociais alfabetizadas. Isso se prende aos velhos preconceitos de que "brasileiro não sabe português" e de que "português é difícil", vinculados pelas práticas tradicionais de ensino. Esse ensino tradicional, como eu já disse, em vez de incentivar o uso das habilidades linguísticas do indivíduo, deixando expressar-se livremente para somente depois corrigir sua fala ou sua escrita, age exatamente ao contrário:
Interrompe o fluxo natural da expressão e da comunicação com atitude corretiva (e muitas vezes punitiva), cuja consequência inevitável é a criação de um sentimento de incapacidade, de imcompetência.
Em minha experiência de tradutor profissional, já me deparei algumas vezes com situações que poderíamos classificar de surrealistas. Pessoas que fizeram doutorado no exterior me procuram para que eu traduza para o português teses escritas originalmente em inglês ou francês. Quando pergunto à pessoa porque ela mesmo não faz a tradução, a resposta que eu recebo é chocante: "É porque não sei português". Como é possível? Uma pessoa que escreveu uma tese de 500 ou 600 páginas num idioma estrangeiro, e que obteve assim o seu grau de doutor, de Ph.D., em sua especialidade cientifica, tem receios de escrever em sua própria língua materna? Existe algum problema aí, e eu não posso aceitar a explicação dada por tantos professores de que os alunos é que são preguiçosos e não conseguem aprender, ou, pior ainda, que "português é muito difícil". O problema certamente está no "modo" como se ensina português e "naquilo" que é ensinado sob o rótulo de "língua portuguesa". " (pag 107 e 108)

Em primeiro lugar elaboramos um questionário a fim de constatar se realmente as pessoas acreditavam realmente ter problemas com sua língua materna, no caso o português.
Após esta etapa resolvemos fazer um paralelo da língua com a canção popular brasileira, objetivando com isto tentar compreender porque as pessoas, em geral, têm maior aceitação no que diz respeito a "erros" gramaticais na canção em detrimento da língua falada.

 
Para ser mais proveitoso ao leitor, nesta "home page" colocaremos a disposição por "links" todo nosso material de pesquisa.
comfabico@yahoogrupos.com.br
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